quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Resgate e Salvamento de Filhote de Boto Cinza

Na quinta feira passada (03/12) banhistas salvaram um filhote de Boto Cinza (Sotalia guianensis) na Praia dos Recifes, Vila Velha - ES. O pequeno animal estava preso a uma rede de pesca e não conseguia nadar com facilidade, sendo trazido à rebentação pelas ondas.
Banhistas retiraram o boto da área de risco e removeram a rede que envolvia seu corpo. Após um período de descanso em uma grande piscina natural, o devolveram ao mar. Cetáceos presos em redes costumam falecer por afogamento ou impossibilidade de se deslocar normalmente e obter alimento. Confira as imagens feitas por Jonair Carlos da Silva:



É sempre bom saber que apesar das pessoas que não se importam com os cetáceos, existem outras dispostas a nos ajudar na preservação destes importantes animais. Parabéns a todos os envolvidos no salvamento do Boto Cinza. Não fosse a ajuda dessas pessoas, esta história com final feliz poderia se tornar mais uma história de morte de golfinhos, tão comum no nosso blog.
Lembramos que ao encontrar um cetáceo vivo ou morto na praia as pessoas devem informar imediatamente o Instituto ORCA.

Cetáceos mortos tem a carcaça recolhida para coleta de amostras, identificação da causa mortis quando possível, e exames diversos que irão nos auxiliar nos esforços de preservação desses animais. Clique aqui para saber o que fazer ao encontrar um cetáceo morto.

Cetáceos vivos são atendidos e tratados na medida do possível, de acordo com a infraestrutura disponível no nosso Estado, que infelizmente é precária atualmente. Clique aqui para ver os cetáceos vivos que foram atendidos pelo Instituto ORCA.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Dr. Hércules promove debate sobre Políticas Públicas de Proteção e Defesa dos Animais no ES.


A utilização de animais em eventos de entretenimento como circos, rodeios e rinhas, a adoção de programas internacionais de educação humanitária em bem-estar animal, uma nova política pública para o controle de zoonoses no Estado, campanhas estaduais de castração e posse responsável de animais são temas que foram debatidos em sessão especial realizada na Assembleia Legislativa (Ales), nesta segunda-feira (23).

O evento foi proposto pelo deputado Doutor Hércules e teve como tema: “Políticas Públicas de Proteção e Defesa dos Animais do Estado”. Na ocasião, Doutor Hércules lembrou a sua trajetória na lutas pelos animais.

“ Minha militância nas causas dos animais remete à criação do instituto Orca, mas há dois anos tomei ciência do sofrimento dos animais utilizados em circo e as novas políticas públicas, como a castração dos animais, para protegê-los. Os animais apanham muito antes de aprender, os leões vivem em jaulas muito pequenas e tem as suas unhas, muitas vezes, arrancadas”, explicou o deputado.

A Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA) marcou presença na reunião. A presidente da instituição, Elizabeth MacGregor, em seu discurso, colocou que o comparecimento da instituição na audiência pública é uma demonstração de cidadania.

“A minha presença aqui representa um ato de cidadania porque todos nós queremos participar da construção de uma sociedade menos violenta e da difusão de uma percepção sobre as necessidades dos animais e das ações dos seres humanos como geradoras de conseqüências e impactos em todas as formas de vida. Esta noção é essencial para este mundo que queremos”, discursou.

Elizabeth ainda falou sobre o direito à diversidade. “Temos que vislumbrar um espaço para que o direito à diversidade, que una todos dos seres vivos, principalmente, sobre a ótica de animais como seres sencientes, que têm sentimentos. A preocupação com o tratamento aos animais não é mais abstrata, agora, é uma forma concreta de pensamento”, falou.

E concluiu. “Assim, precisamos construir um novo paradigma com uma visão mais holística onde reconhecemos a formação universal e, espero, que este fórum seja apenas mais um passo na formação e no reconhecimento desta interdependência de todos os seres”, finalizou a presidente da WSPA.

Participaram da reunião além da WSPA, representantes federais e regionais do Ibama, representantes dos secretários de saúde municipal e estadual, empresários que apoiam a luta em defesa dos animais, jornalistas, sindicalistas, representantes de entidades, organizações não-governamentais, associações e Sociedades Protetoras dos Animais dos Estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, além de militantes, estudantes e ativistas da causa animal.


O Diretor Executivo do Instituto ORCA, Lupércio Barbosa em debate na Assembléia Legislativa.


O nosso Conselheiro Maninho Pacheco em debate na Assembléia Legislativa.




Apoio:

AMAES (Associação de Amigos dos Animais do ES)

Avidepa (Associação Vila-velhense de Proteção Ambiental)

Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis)

FOCA (Forum Capixaba de Defesa dos Animais)

GALA (Grupo Abolicionista pela Libertação Animal)

SOPAES (Sociedade Protetora dos Animais Espírito Santo)

Instituto ORCA (Organização Consciência Ambiental)


Fonte: Blog Dr. Hércules

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Destino da Moréia

Vocês se lembram daquela moréia que apareceu morta na Praia de Camburi e o Instituto ORCA foi chamado para recolher como se fosse um golfinho? Pois é.
O crânio dela foi enviado à UVV, onde foi macerado e montado pelo Amaral - se bem que o que eu vi mesmo foi a estagiária Aline fazendo o trabalho sujo...
De qualquer forma, o resultado final ficou muito bacana e o crânio já está junto com as outras peças do anatômico.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Tentativa de Fuga dos Pinguins


Todo ano, os pinguins que permanecem em cativeiro no nosso Estado periodicamente ficam loucos para fugir do viveiro em direção ao mar. Os fatores que influenciam esse desejo obsessivo de fugir ainda não estão completamente elucidados, mas normalmente eles se acalmam passado esse período.
Pois bem, nesse mês os nosso pinguins no Planet Sub passaram por essa fase, porém dessa vez a fuga quase se concretizou. O pinguim Pescocinho, recém chegado, conseguiu passar por uma pequena abertura no muro, por onde escoa a água do recinto. Do outro lado, a liberdade, pois o buraco dá acesso direto às pedras e ao mar de Guarapari. No entanto o pinguim Pescoção, remanescente do ano passado e sobrevivente de um bumblefoot, gordo como só ele, não conseguiu passar no mesmo buraco. Então Pescocinho ao invés de fugir ficou do lado de fora grasnando para o companheiro, como se estivesse incentivando sua fuga. Por se recusar a fugir, foi recapturado pelos funcionários do Planet Sub. Essa é a engraçada história de amizade de Pescoção e Pescocinho.
Nosso litoral é hostil aos hábitos dos pinguins, que normalmente morrem predados, parasitados por helmintos ou com espinhas de peixes que não conhecem perfurando a garganta. A falha na segurança ocorreu porque Pescocinho ainda é muito magro, e também porque quando um pinguim está determinado a fugir, torna-se um exímio escalador, cavador, velocista, saltador, e se bobear é capaz até de voar (não duvido nada).
Quem nos contou essa história foram os funcionários do Planet Sub.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Encalhe e necrópsia de Tursiops

imagem: Fotowolfie.com


Nessa sexta feira dia 16/10 um cadáver de Tursiops truncatus em avançado estado de putrefação encalhou na Ponta da Fruta. Eu estava chegando em casa quando a Renata me ligou pedindo ajuda, afinal o animal marinho tinha quase 3 metros e sequer cabia inteiro na nossa mesa. O Tursiops é a espécie do golfinho Flipper da série de televisão.
Durante a necrópsia foram observadas marcas de rede por todo o corpo do animal; no dorso, nas nadadeiras, na face... o que infelizmente indica que sua morte foi acidental, afogado em uma rede de espera deixada por pescadores.


A necrópsia começou de tarde e terminou de noite. O cheiro, parecia mais forte que nas outras espécies de golfinho. Então é isso, os golfinhos continuam morrendo por causa da ganância humana no nosso Estado. É uma pena um golfinho grande e não tão comum em águas costeiras ter morrido dessa maneira triste.


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Produtor de 'Flipper' se diz arrependido pelo sucesso da série


Um homem que já levou muita alegria às crianças hoje vive amargurado. "Não dá para tirar as imagens da cabeça. E não dá para não vê-las. Elas ficam com você. É muito difícil", diz o americano Richard O'Barry.

A cidade de Taiji fica no sudeste do Japão. Quem anda pelas ruas logo nota que existe uma estranha relação entre a cidade e as baleias e golfinhos, que são homenageados por toda parte, mas também viram comida. Um restaurante anuncia: serve peixe e baleia.

Richard O'Barry passou 50 anos convivendo com golfinhos. Ele capturou e treinou os cinco animais que fizeram o papel do simpático Flipper na antiga série de TV. Há um capítulo brasileiro nas aventuras de Richard: ele participou, em 1993, da libertação de um golfinho que viveu anos em cativeiro. Era outro Flipper, astro de shows em Santos, no litoral de São Paulo.

Hoje Richard é um homem amargurado, arrependido. "O que acontece aqui é de cortar o coração", diz ele. Da praia saem quase todos os golfinhos usados em espetáculos de parques aquáticos de várias partes do mundo.

Richard se convenceu de que o sucesso mundial do Flipper da TV teve uma consequência nociva: fez deslanchar a atividade de captura de golfinhos. Por isso, se sente responsável pelo que acontece na região.

O sentimento de culpa de Richard o motivou a participar de um filme-denúncia: "A enseada". Foram quatro anos de luta. Os pescadores e a polícia tentaram impedira as filmagens de qualquer jeito. As equipes usaram câmeras noturnas, outras camufladas ou mergulhadas no fundo do mar. Conseguiram filmar o segredo da praia.

O filme "A enseada" mostra o que se passa em uma temporada de caça. Treinadores esperam para escolher os melhores para os shows. Em geral, fêmeas jovens. Os que sobram são apunhalados com facas e arpões. O mar azul cristalino de Taiji fica totalmente vermelho.


O massacre é o maior motivo da profunda tristeza de Richard. Os ambientalistas fizeram as contas: a cada ano, cerca de 20 mil golfinhos são mortos na enseada. Richard O'Barry diz que a matança só existe por causa das capturas. O motivo: dinheiro. Um golfinho vivo vale cerca de US$ 150 mil. Os mortos viram carne. Como pouca gente come carne de golfinho no Japão, Richard acredita que grande parte é vendida como se fosse carne de baleia, mais cara e mais popular no país.

Para tentar mostrar a enseada, a equipe do Fantástico enfrentou dificuldades semelhantes às encontradas pela produção do filme. A estradinha que dá acesso foi fechada. Tudo para impedir testemunhas de ver a matança.


Mas o segredo já estava revelado. O filme mostra que, quando os golfinhos passam pela baía, os pescadores batem varas dentro da água. O barulho assusta os bichos e confunde seus sonares. Assustados, os golfinhos buscam refúgio nas águas mais rasas da enseada. Ali, são encurralados com redes.

De cima da montanha é possível enxergar perfeitamente o local onde os golfinhos são capturados. É em uma espécie de piscina que se forma no meio das pedras. Apesar de estarmos no meio da temporada de caça, não havia nenhum golfinho. Mas os caçadores deixaram na praia todo o material deles, sinal de que continuam agindo.

A equipe do Fantástico tentou conversar com eles, perto do local, onde havia uma feira oferecendo carne de baleia. Os caçadores não quiseram conversa.

Com a repercussão do filme, os caçadores agora agem com uma nova estratégia. Imagens feitas no mês passado revelam o sofrimento de golfinhos presos às redes. Cinco morreram. Mas, desta vez, houve algo diferente: terminada a seleção, os caçadores abriram as redes e libertaram os que não foram escolhidos para os shows.

Richard O'Barry diz esperar que com o filme o público entenda o que é que se esconde por trás da pirueta de um golfinho em cativeiro. O ex-treinador lança um apelo: que o mundo todo faça como o Brasil, que já não permite shows de golfinhos.

Fonte: Fantástico (assista o vídeo)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Operação 'Rompendo as Jaulas' liberta leão na Serra

Foi um sucesso a operação de resgate da leoa Xuxa, do circo Ben Hur Brothers, na manhã desta terça-feira. Ela já se encontra em seu novo e definitivo lar, o Santuário Terra de Gaia, em Guarapari, propriedade do ativista e estudante de veterinária Antonino Antonioli, autorizado pelo Ibama à condição de "fiel depositário" do animal.

Ao entrar no Santuário o nome Xuxa deixou de existir. Ela agora se chama Mala Mala, em homenagem a um dos mais antigos parques naturais africanos, localizado na África do Sul. A mudança de nome de animais selvagens vítimas de maus tratos em circos é um procedimento padrão entre os santuários. Serve para eliminar toda e qualquer associação com uma vida de privação de liberdade e dor.

A segunda etapa da operação “Rompendo as Jaulas” que resgatou Mala Mala foi desencadeada por técnicos da Superintendência do Ibama do ES e organizações capixabas de proteção de animais. A operação visa o resgate de animais vítimas de maus-tratos em circos instalados no estado.

A ação foi articulada originalmente pelas entidades Foca (Forum Capixaba de Defesa dos Animais), Associação de Amigos dos Animais do ES (Amaes), Sociedade Protetora dos Animais do Espírito Santo (Sopaes) e Instituto Orca (Organização Consciência Ambiental) e Ibama. Prestam, ainda, apoio logístico a WSPA (Sociedade Mundial de Proteção Animal) e o Projeto GAP (Grupo de Apoio aos Grandes Primatas).

O setor de responsabilidade eco-ambiental da corretora de seguros Ilha Azul, a loja de material de construção Martelan, o deputado estadual Hércules Silveira e o empresário Alex Ortelan apoiam a iniciativa.

Mala Mala estava mantida em cativeiro há cinco anos no circo Ben-Hur Brothers, localizado no bairro Serra Dourada, na Serra, em uma jaula de 3m x 1,7m por 1,5m de altura. O animal não tem as garras, que foram ar rancadas há três anos pelo proprietário do circo, Arnaldo C. Silva, multado à época pelo Ibama. Em agosto passado, o circo Bem-Hur voltou a ser denunciado por militantes e ativistas dos direitos dos animais da Serra por manter, além da leoa, dois avestruzes em situação de risco. Um deles morreu, vítima dos maus-tratos.

A outra ave conseguiu ser resgatada pelo Ibama e encaminhada ao Santuário Terra de Gaia, em Guarapari. Por conta disso, o proprietário do circo Bem-Hur foi multado pela segunda vez por maus-tratos e tratamento cruel praticado contra animais.

O local em que Mala Mala passa a viver é propriedade do estudante de veterinária e militante dos direitos dos animais Antonino Antonioli. Ele será o responsável pelo animal na condição de fiel depositário, reconhecida pelo Ibama.

A leoa ficará mantida na jaula até a construção do recinto definitivo, patrocinada pela loja de material de contrução Martelan e pelo empresário Alex Ortelan. Assim que o animal chegou ao Santuário foi sedado e teve o sangue recolhido para exames. Militantes e protetores dos animais já se mobilizam para viabilizar os cerca de R$ 800 mensais necessários para a alimentação e medicamentos.

Histórico

O resgate da leoa Mala Mala é a terceira operação desse tipo desencadeada no Espírito Santo por grupos de proteção dos animais, através do Ibama. Há pouco mais de dois anos, esses protetores, através do Ibama e do Batalhão da Polícia Ambiental, resgataram o leão Simba, confinado por 13 anos em um frigorífico desativado na cidade de Cariacica.

No último dia 31 de agosto, foi a vez da leoa Sarita (9 anos) e suas crias Carol (4 anos) e Chimarrão (9 anos). Eles viviam confinados em duas jaulas medindo cerca de 7 metros quadrados cada no circo Rostok.

Paralelo ao trabalho de resgate de animais selvagens, os grupos de proteção dos animais agem para que a Assembleia Legislativa aprove projeto do deputado Hércules Silveira (PMDB) que proíbe em todo o estado a exibição de animais por circos. O Espírito Santo é o único estado da Região Sudeste onde esse tipo de prática ainda é permitida. Em todo o país nove estados já proibiram a instalação de circos com animais. A proibição também já se estendem a mais de 120 cidades brasileiras.

Maninho Pacheco

Saudações ecolibertárias
PARA MIM OS ANIMAIS IMPORTAM