quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Destino da Moréia

Vocês se lembram daquela moréia que apareceu morta na Praia de Camburi e o Instituto ORCA foi chamado para recolher como se fosse um golfinho? Pois é.
O crânio dela foi enviado à UVV, onde foi macerado e montado pelo Amaral - se bem que o que eu vi mesmo foi a estagiária Aline fazendo o trabalho sujo...
De qualquer forma, o resultado final ficou muito bacana e o crânio já está junto com as outras peças do anatômico.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Tentativa de Fuga dos Pinguins


Todo ano, os pinguins que permanecem em cativeiro no nosso Estado periodicamente ficam loucos para fugir do viveiro em direção ao mar. Os fatores que influenciam esse desejo obsessivo de fugir ainda não estão completamente elucidados, mas normalmente eles se acalmam passado esse período.
Pois bem, nesse mês os nosso pinguins no Planet Sub passaram por essa fase, porém dessa vez a fuga quase se concretizou. O pinguim Pescocinho, recém chegado, conseguiu passar por uma pequena abertura no muro, por onde escoa a água do recinto. Do outro lado, a liberdade, pois o buraco dá acesso direto às pedras e ao mar de Guarapari. No entanto o pinguim Pescoção, remanescente do ano passado e sobrevivente de um bumblefoot, gordo como só ele, não conseguiu passar no mesmo buraco. Então Pescocinho ao invés de fugir ficou do lado de fora grasnando para o companheiro, como se estivesse incentivando sua fuga. Por se recusar a fugir, foi recapturado pelos funcionários do Planet Sub. Essa é a engraçada história de amizade de Pescoção e Pescocinho.
Nosso litoral é hostil aos hábitos dos pinguins, que normalmente morrem predados, parasitados por helmintos ou com espinhas de peixes que não conhecem perfurando a garganta. A falha na segurança ocorreu porque Pescocinho ainda é muito magro, e também porque quando um pinguim está determinado a fugir, torna-se um exímio escalador, cavador, velocista, saltador, e se bobear é capaz até de voar (não duvido nada).
Quem nos contou essa história foram os funcionários do Planet Sub.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Encalhe e necrópsia de Tursiops

imagem: Fotowolfie.com


Nessa sexta feira dia 16/10 um cadáver de Tursiops truncatus em avançado estado de putrefação encalhou na Ponta da Fruta. Eu estava chegando em casa quando a Renata me ligou pedindo ajuda, afinal o animal marinho tinha quase 3 metros e sequer cabia inteiro na nossa mesa. O Tursiops é a espécie do golfinho Flipper da série de televisão.
Durante a necrópsia foram observadas marcas de rede por todo o corpo do animal; no dorso, nas nadadeiras, na face... o que infelizmente indica que sua morte foi acidental, afogado em uma rede de espera deixada por pescadores.


A necrópsia começou de tarde e terminou de noite. O cheiro, parecia mais forte que nas outras espécies de golfinho. Então é isso, os golfinhos continuam morrendo por causa da ganância humana no nosso Estado. É uma pena um golfinho grande e não tão comum em águas costeiras ter morrido dessa maneira triste.


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Produtor de 'Flipper' se diz arrependido pelo sucesso da série


Um homem que já levou muita alegria às crianças hoje vive amargurado. "Não dá para tirar as imagens da cabeça. E não dá para não vê-las. Elas ficam com você. É muito difícil", diz o americano Richard O'Barry.

A cidade de Taiji fica no sudeste do Japão. Quem anda pelas ruas logo nota que existe uma estranha relação entre a cidade e as baleias e golfinhos, que são homenageados por toda parte, mas também viram comida. Um restaurante anuncia: serve peixe e baleia.

Richard O'Barry passou 50 anos convivendo com golfinhos. Ele capturou e treinou os cinco animais que fizeram o papel do simpático Flipper na antiga série de TV. Há um capítulo brasileiro nas aventuras de Richard: ele participou, em 1993, da libertação de um golfinho que viveu anos em cativeiro. Era outro Flipper, astro de shows em Santos, no litoral de São Paulo.

Hoje Richard é um homem amargurado, arrependido. "O que acontece aqui é de cortar o coração", diz ele. Da praia saem quase todos os golfinhos usados em espetáculos de parques aquáticos de várias partes do mundo.

Richard se convenceu de que o sucesso mundial do Flipper da TV teve uma consequência nociva: fez deslanchar a atividade de captura de golfinhos. Por isso, se sente responsável pelo que acontece na região.

O sentimento de culpa de Richard o motivou a participar de um filme-denúncia: "A enseada". Foram quatro anos de luta. Os pescadores e a polícia tentaram impedira as filmagens de qualquer jeito. As equipes usaram câmeras noturnas, outras camufladas ou mergulhadas no fundo do mar. Conseguiram filmar o segredo da praia.

O filme "A enseada" mostra o que se passa em uma temporada de caça. Treinadores esperam para escolher os melhores para os shows. Em geral, fêmeas jovens. Os que sobram são apunhalados com facas e arpões. O mar azul cristalino de Taiji fica totalmente vermelho.


O massacre é o maior motivo da profunda tristeza de Richard. Os ambientalistas fizeram as contas: a cada ano, cerca de 20 mil golfinhos são mortos na enseada. Richard O'Barry diz que a matança só existe por causa das capturas. O motivo: dinheiro. Um golfinho vivo vale cerca de US$ 150 mil. Os mortos viram carne. Como pouca gente come carne de golfinho no Japão, Richard acredita que grande parte é vendida como se fosse carne de baleia, mais cara e mais popular no país.

Para tentar mostrar a enseada, a equipe do Fantástico enfrentou dificuldades semelhantes às encontradas pela produção do filme. A estradinha que dá acesso foi fechada. Tudo para impedir testemunhas de ver a matança.


Mas o segredo já estava revelado. O filme mostra que, quando os golfinhos passam pela baía, os pescadores batem varas dentro da água. O barulho assusta os bichos e confunde seus sonares. Assustados, os golfinhos buscam refúgio nas águas mais rasas da enseada. Ali, são encurralados com redes.

De cima da montanha é possível enxergar perfeitamente o local onde os golfinhos são capturados. É em uma espécie de piscina que se forma no meio das pedras. Apesar de estarmos no meio da temporada de caça, não havia nenhum golfinho. Mas os caçadores deixaram na praia todo o material deles, sinal de que continuam agindo.

A equipe do Fantástico tentou conversar com eles, perto do local, onde havia uma feira oferecendo carne de baleia. Os caçadores não quiseram conversa.

Com a repercussão do filme, os caçadores agora agem com uma nova estratégia. Imagens feitas no mês passado revelam o sofrimento de golfinhos presos às redes. Cinco morreram. Mas, desta vez, houve algo diferente: terminada a seleção, os caçadores abriram as redes e libertaram os que não foram escolhidos para os shows.

Richard O'Barry diz esperar que com o filme o público entenda o que é que se esconde por trás da pirueta de um golfinho em cativeiro. O ex-treinador lança um apelo: que o mundo todo faça como o Brasil, que já não permite shows de golfinhos.

Fonte: Fantástico (assista o vídeo)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Operação 'Rompendo as Jaulas' liberta leão na Serra

Foi um sucesso a operação de resgate da leoa Xuxa, do circo Ben Hur Brothers, na manhã desta terça-feira. Ela já se encontra em seu novo e definitivo lar, o Santuário Terra de Gaia, em Guarapari, propriedade do ativista e estudante de veterinária Antonino Antonioli, autorizado pelo Ibama à condição de "fiel depositário" do animal.

Ao entrar no Santuário o nome Xuxa deixou de existir. Ela agora se chama Mala Mala, em homenagem a um dos mais antigos parques naturais africanos, localizado na África do Sul. A mudança de nome de animais selvagens vítimas de maus tratos em circos é um procedimento padrão entre os santuários. Serve para eliminar toda e qualquer associação com uma vida de privação de liberdade e dor.

A segunda etapa da operação “Rompendo as Jaulas” que resgatou Mala Mala foi desencadeada por técnicos da Superintendência do Ibama do ES e organizações capixabas de proteção de animais. A operação visa o resgate de animais vítimas de maus-tratos em circos instalados no estado.

A ação foi articulada originalmente pelas entidades Foca (Forum Capixaba de Defesa dos Animais), Associação de Amigos dos Animais do ES (Amaes), Sociedade Protetora dos Animais do Espírito Santo (Sopaes) e Instituto Orca (Organização Consciência Ambiental) e Ibama. Prestam, ainda, apoio logístico a WSPA (Sociedade Mundial de Proteção Animal) e o Projeto GAP (Grupo de Apoio aos Grandes Primatas).

O setor de responsabilidade eco-ambiental da corretora de seguros Ilha Azul, a loja de material de construção Martelan, o deputado estadual Hércules Silveira e o empresário Alex Ortelan apoiam a iniciativa.

Mala Mala estava mantida em cativeiro há cinco anos no circo Ben-Hur Brothers, localizado no bairro Serra Dourada, na Serra, em uma jaula de 3m x 1,7m por 1,5m de altura. O animal não tem as garras, que foram ar rancadas há três anos pelo proprietário do circo, Arnaldo C. Silva, multado à época pelo Ibama. Em agosto passado, o circo Bem-Hur voltou a ser denunciado por militantes e ativistas dos direitos dos animais da Serra por manter, além da leoa, dois avestruzes em situação de risco. Um deles morreu, vítima dos maus-tratos.

A outra ave conseguiu ser resgatada pelo Ibama e encaminhada ao Santuário Terra de Gaia, em Guarapari. Por conta disso, o proprietário do circo Bem-Hur foi multado pela segunda vez por maus-tratos e tratamento cruel praticado contra animais.

O local em que Mala Mala passa a viver é propriedade do estudante de veterinária e militante dos direitos dos animais Antonino Antonioli. Ele será o responsável pelo animal na condição de fiel depositário, reconhecida pelo Ibama.

A leoa ficará mantida na jaula até a construção do recinto definitivo, patrocinada pela loja de material de contrução Martelan e pelo empresário Alex Ortelan. Assim que o animal chegou ao Santuário foi sedado e teve o sangue recolhido para exames. Militantes e protetores dos animais já se mobilizam para viabilizar os cerca de R$ 800 mensais necessários para a alimentação e medicamentos.

Histórico

O resgate da leoa Mala Mala é a terceira operação desse tipo desencadeada no Espírito Santo por grupos de proteção dos animais, através do Ibama. Há pouco mais de dois anos, esses protetores, através do Ibama e do Batalhão da Polícia Ambiental, resgataram o leão Simba, confinado por 13 anos em um frigorífico desativado na cidade de Cariacica.

No último dia 31 de agosto, foi a vez da leoa Sarita (9 anos) e suas crias Carol (4 anos) e Chimarrão (9 anos). Eles viviam confinados em duas jaulas medindo cerca de 7 metros quadrados cada no circo Rostok.

Paralelo ao trabalho de resgate de animais selvagens, os grupos de proteção dos animais agem para que a Assembleia Legislativa aprove projeto do deputado Hércules Silveira (PMDB) que proíbe em todo o estado a exibição de animais por circos. O Espírito Santo é o único estado da Região Sudeste onde esse tipo de prática ainda é permitida. Em todo o país nove estados já proibiram a instalação de circos com animais. A proibição também já se estendem a mais de 120 cidades brasileiras.

Maninho Pacheco

Saudações ecolibertárias
PARA MIM OS ANIMAIS IMPORTAM

domingo, 4 de outubro de 2009

Morre bebê golfinho encontrado em São Paulo

25/09/09

O filhote de golfinho encontrado por turistas na manhã desta quinta-feira (24) em uma praia de Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, morreu por volta das 4h desta sexta-feira (25) segundo a veterinária do Centro de Reabilitação de Animais Marinhos, Andréa Maranho, de 41 anos. O instituto fica na Ilha do Arvoredo, no Guarujá, na Baixada Santista.

Segundo a veterinária, agora será feita a necropsia do animal, que ainda estava com o cordão umbilical quando foi encontrado, para identificar se ele nasceu prematuro. “Há 11 anos, tivemos um caso parecido”, disse.

Para tentar mantê-lo vivo, o golfinho foi levado ao local onde foi encontrado para que tentasse localizar a mãe, de acordo com Maranho. “A gente tentou realocá-lo, mas o mar estava muito forte e ele ficou girando e não conseguiu localizá-la”, contou.

O golfinho, da espécie toninha, que está ameaçada de extinção, chegou a mamar no centro de reabilitação. As atenções agora se voltam novamente a um grupo de seis lobos-marinhos, sendo três deles filhotes, que, após um período de fortalecimento, deverão ser reintegrados à natureza em breve.

“São animais encontrados nas praias aqui de São Paulo. No caso dos filhotes, eles devem ser relocados junto com os adultos. Eles vão ganhar pais adotivos, digamos assim”, explicou a veterinária.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Bombeiros resgatam filhote de golfinho em Itanhaém (SP)

24 de setembro de 2009


Um golfinho recém-nascido foi encontrado esta manhã na praia da Vila Gaivota, em Itanhaém, na Baixada Santista (SP). O Corpo de Bombeiros foi chamado às 8h50 por banhistas que avistaram o filhote na beira do mar. Com 45 centímetros e pesando aproximadamente 1,5 kg, o mamífero da espécie toninha é macho e ainda estava com o cordão umbilical. O animal foi levado para a Ilha dos Arvoredos, um centro de reabilitação de animais marinhos no Guarujá. No local, o órfão está sendo amamentado a cada duas horas com leite sem lactose e óleos essenciais. O golfinho também está com um flutuador porque ainda não consegue ficar na posição adequada para nadar.

Fonte: Estadão.com.br